Brill de bogie 270-277


O 270 regressou ao serviço. Aqui vê-seao serviço na linha 1E  (Verão de 2003)

Em 1926 foram construidos dois eléctricos com bogies nas oficinas da CCFP. Sob vários aspectos eram iguais ao carro de bogie de 1904 fornecido por Brill. As diferenças mais significativas eram os bogies de tracção máxima e as plataformas extendidas com portas (plataformas salão). Ambos os eléctricos (numerados 200-201) sobreviveram ao incêndio da Boavista. 

Em 1928 foram construídos mais seis eléctricos deste tipo, ligeiramente mais compridos, mais largos e mais pesados. Foram numerados pela CCFP de 268-273. Os STCP renumeraram os 268-269 em 274-275 e os 200-201 em 276-277. Esta série fazia serviço sobretudo nas mesmas linhas que os Belgas e os Bogie-fumistas.

A maioria dos eléctricos desta série desapareceram das ruas com o corte da linha 1 e o encerramento da linha 19 em 1993 e o encerramento da linha 1 em 1994. Só o 277 fazia alguns serviços extra na linha 18 entre a Boavista e a Foz durante o Verão de 1995.


O 274, ao serviço na linha 1, na Esplanada do Castelo no percurso de Matosinhos ao Infante (Verão de 1993). Desde 1995 o 274 teve a honra de representar a série no museu.

Dados técnicos

comprimento 11.73 m
largura 2.43 m; (276 & 277: 2.33 m)
peso 17400 kg; (276 & 277 17200 kg)
bogies Brill 39E construido com licencia da BSI
motores originais GE270 2 x 55 hp, desde 1947 BTH 114 DR 2 x 89 hp
combinadores originais
assentos originalmente 40, reduzidos a 32

Tradução: Luís Almeida