
Um carro eléctrico bastante primitivo e um atrelado aberto
cheio de bagagens, provavelmente de emigrantes para o Brasil.
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Durantes muitos anos, circularam no Porto eléctricos especiais para o transporte de
mercadorias. Também no período dos STCP houve ainda alguns atrelados (79, 80, 82, 83, 84,
86, 88 e 90) para o transporte de mercadorias.
No entanto, a história dos eléctricos de mercadorias é ainda mais obscura que a história inicial
dos eléctricos de passageiros. É conhecido que o peixe e o vinho eram clientes habituais. O peixe
era transportado a partir da linha desvio do Godinho até ao mercado do Anjo. O vinho
das instalações de Matosinhos da Companhia Vinicola Portuguesa. Mas também o carvão para
a alimentação das caldeiras da central eléctrica própria era transportado em eléctricos desde as minas
de São Pedro da Cova. Há também notas sobre o transporte de carvão para Campanhã e também para a fábrica do Gás.
A areia, indispensável para os trabalhos da via, era provavelmente extraída dum banco de areia perto da foz do rio e transportada de eléctrico até aos armazéns.
Durante muitos anos, havia um desvio na Cantareira para os vagões com areia.
Do material circulante especial, apenas resta um atrelado para o transporte de peixe.
Provavelmente também o Vagão 76 era originalmente usado para transporte de mercadorias.
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Um eléctrico com barris de vinho pronto para deixar o desvio
da Companhia Vinicola Portuguesa. Foto datada provavelmente de cerca de 1907.

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